Até 31/12/12 - Inscrições para pauta do Teatro Goiânia


Secult Goiás recebe solicitações de artistas e produtores até 31 de dezembro


Estão abertas até o dia 31 de dezembro as inscrições de pauta para ocupação do Teatro Goiânia no primeiro semestre de 2013. A partir do dia 1º a Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) recebe as solicitações, exclusivamente para eventos culturais ou artísticos, feitas pessoalmente no Teatro ou pelo email teatrogoianiapauta@gmail.com.

As diárias variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil, a serem acordadas em contrato. Em casos especiais, a Secult Goiás pode isentar o pagamento. Todas as regras para locações estão disponíveis no site: www.secult.go.gov.br.

A seleção dos espetáculos será feita por um conselho de pauta, composto pelo diretor do Teatro, Carlos Brandão, gerente de Salas de Espetáculos da Secult Goiás, Márcio Júnior, e um membro do Conselho Estadual de Cultura. Eles se reúnem dia 10 de janeiro para deliberar sobre a pauta e o resultado será divulgado logo após a decisão conjunta.

Até 09/12/12 - A Casa dos Budas Ditosos volta ao Rio


Sucesso de público e crítica, o monólogo estrelado por Fernanda Torres volta ao Rio, no Imperator


Por Érica Avelar

A montagem, que tem direção e adaptação de Domingos de Oliveira, texto original de João Ubaldo Ribeiro, ficará em cartaz de 30 de novembro a 9 de dezembro, no Centro Cultural João Nogueira (Imperator), no Méier. A curta temporada (seis sessões) é o início das celebrações dos 10 anos do espetáculo, comemorados no próximo ano. As apresentações acontecem às sextas e sábados às 20h e aos domingos às 19h30. Contato para aquisição de ingressos: (21) 2596-1090.

O espetáculo


Fernanda Torres interpreta uma baiana de 68 anos que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Em cena, ela conta, com muito humor, histórias de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz. 

Quando Domingos Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo, percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Para escolher a atriz, Domingos pensou que "precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem". Pareceu ao diretor que deveria ser uma atriz que estivesse "entre os trinta e cinco e quarenta e poucos anos, a melhor idade na vida de qualquer mulher". 

Esse recurso simples de utilizar uma mulher jovem para viver uma senhora sexagenária que se lembra de detalhes de toda sua vida acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa e ri é a mulher no seu ideal de completude, em uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar-se indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível deixar de associá-los ao nosso próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral talvez seja a grande experiência sensorial do espetáculo.

"A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós", diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou neste convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a um monólogo de Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança para que Domingos de Oliveira e Fernanda Torres optassem pela limpeza absoluta, pondo em prática a máxima: quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais o livro "Nossa Vida Sexual", de Fritz Khan, e os dois Budas Ditosos - estátuas em miniatura de dois pequenos budas praticando sexo. 

A diretora de criação, Daniela Thomas, soube sintetizar nessa simplicidade a luxúria que deu origem ao texto. Utilizando um fundo preto de cenário e uma mesa de vidro, permitiu que a verdadeira arquitetura em cena estivesse presente apenas na caracterização da personagem. Os balangandãs da baiana, jóias, batom, cabelo, peitos, estampa, volúpia e excessos são trazidos em cena por ela; e com ela vão embora. 

Ficha Técnica:

A CASA DOS BUDAS DITOSOS
Com: Fernanda Torres 
Direção e adaptação: Domingos de Oliveira
Direção de Arte: Daniela Thomas
Direção de Produção: Carmen Mello


Telefone (bilheteria): 

01/12/12 - Epetáculo circense TREMELICANDO na Arena Jovelina Pérola Negra


Produção do Grupo Off-Sina faz homenagem aos palhaços Treme-Treme e Currupita com entrada gratuita


Estrelado pelos palhaços Currupita e Café Pequeno o espetáculo de circo-teatro TREMELICANDO será sábado, dia 1, às 16h, na Arena Jovelina Pérola Negra (Pavuna), com entrada gratuita. Produzida pelo Grupo Off-Sina, a apresentação tem no roteiro números musicais excêntricos, onde objetos comuns como bombas de bicicleta, sinos, latas, moedas, buzinas e guizos são transformados em instrumentos musicais inusitados, resgatados a partir de uma pesquisa sobre a vida e obra dos palhaços Treme-Treme e Corrupita. A figura tradicional do Homem dos Sete Instrumentos é trazida ao picadeiro pelo Casal Banda.


Ao homenagear Treme-Treme e Corrupita, TREMELICANDO faz uma espécie de resgate do humor ingênuo, popular e tipicamente brasileiro que além de divertir, emociona por despertar a criança que nunca deixa de existir dentro de cada um de nós.

Ficha Técnica

Atores: Lilian Moraes e Richard Riguetti
Direção: João Batista

Local: Arena Jovelina Pérola Negra (Praça Ênio S/N - Pavuna - ao lado da Escola Telêmaco)
Telefone: (62) 2886-3889

01 a 09/12/12 - Setebelos em Taguatinga - DF


01/12/12 - Exposição de fotos da ocupação Cena Oeste no Rio


Primeira turma de fotografia mostra o trabalho de ativistas importantes da região



A exposição "Cena Oeste - Um Olhar Sobre Agentes Culturais da Periferia da Cidade" começa no sábado, dia 1º, às 10h, com entrada gratuita. Produto da primeira turma de fotografia da ocupação Cena Oeste, formada pela Escola Livre de Teatro, a mostra será realizada no Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande.

Marcus Vinicius Faustini foi o curador responsável pela escolha dos alunos Thiago Sales, produtor cultural que desenvolve atividades de inclusão sociocultural por meio do Ponto Cine, cinema localizado em Guadalupe; Gledson Vinícius, publicitário, poeta e blogueiro, que fundou em 2010 a "empresa-verso" Poeme-se, que produz camisetas com trechos de poesias de autores famosos; Binho Cultura, fundador do Centro Cultural A História que Eu Conto, que ocupa escola desativada dentro da Vila Aliança, oferecendo oficinas para a comunidade; Cláudia Pereira de Siqueira, da cooperativa de costureiras de Santa Cruz (Coosturart), que usa a moda como ferramenta para divulgação da história e da memória do bairro e o responsável pela ocupação Cena Oeste, Alexandre Damascena, que é morador de Santa Cruz, ator, professor de teatro e literatura, ativista cultural, com ampla atuação em projetos socioculturais, de educação não formal, na região.

O Teatro Arthur Azevedo fica na Rua Vitor Alves, nº 154, Campo Grande - Rio de Janeiro. Contato pelo telefone (21) 2232-7516.

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Charge - Almeida (Marcus Vinas)

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