Pontos de Cultura em Goiás

Escrito por Nádia Timm
Enviado por Deolinda Taveira

A Secretaria Municipal de Cultura anuncia os projetos selecionados para integrarem o programa Pontos de Cultura, do Governo Federal.

Serão firmados com o Ministério da Cultura, 30 convênios para o desenvolvimento dos Pontos de Cultura, em Goiânia, com o objetivo de articular e impulsionar as ações existentes na comunidade, oferecendo equipamentos que amplifiquem as possibilidades do fazer artístico e recursos para uma ação contínua junto às comunidades.

Em Goiânia, ao todo foram indicados 32 projetos, sendo que dois - Catedral das Artes e Academia Feminina de Letras - integram o cadastro técnico. Em breve, as instituições selecionadas deverão assinar Termo de Ajuste de Projeto e apresentar a documentação prevista em edital, para viabilizarem os convênios.


O Ponto de Cultura é a ação prioritária do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura . Não há um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. O aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e a comunidade.

Quando firmado o convênio com o MinC, o Ponto de Cultura recebe uma quantia dividida em cinco parcelas semestrais, para investir conforme projeto apresentado. Parte do incentivo recebido na primeira parcela, no valor mínimo de R$ 20 mil (vinte mil reais), é utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre (os programas serão oferecidos pela coordenação), composto por microcomputador, mini-estúdio para gravar CD, câmera digital, ilha de edição e o que for importante para o Ponto de Cultura.


Projetos aprovados, em Goiânia:


Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás - AFLAG

Academia Goiana de Letras

Academia Goianiense de Letras

Ação Brasil Central

Anthropos Cia de Arte

Associação – Oficina Cultural Geppetto

Associação Cultural Arraiá Chapéu do Vovô

Associação Cultural Lua-Alá

Associação Cultural Panichella

Associação Cultural Quadrilha Renascer

Associação da Escola de Samba Brasil Mulato

Associação dos Amigos do Museu de Arte de Goiânia - AAMAG

Associação dos Nordestinos no Estado de Goiás – ANEGO

Associação Filantrópica Semente da Vida

Associação Liga dos Amigos do Jardim Guanabara

Associação Primavera Flor - ASPRIFLOR

Associação Quasares

Catedral das Artes – Instituto Cultural Noé Luiz da Mota

Centro de Amparo Social ao Menor com Câncer

Centro de Prevenção ONG Gente Livre

Centro Promocional Todos os Santos

Cia de Arte e Cultura Instituto Tradição e Ritmo

Comitê para Democratização da Informática de Goiás

CTCG – Centro de Tradições e Cultura de Goiás

Fundação Aroeira

Grêmio Recreativo Escola de Samba Flora do Vale

Grupo Cultural Caipirada Capim Canela

Grupo Teatro Ritual

Instituto Cultural José Mendonça Teles

Instituto Histórico e Geográfico de Goiás

Teatro Nu Escuro

UBE – União Brasileira de Escritores Seção Goiás

Aniversário da Arte 2009

Enviado por Miso Ensemble - Portugal

http://www.misoensemble.com

O dia 16 de janeiro deste ano será marcado por um evento internacional em rede, que acontece desde 1973, quando Robert Filliou celebrou o 1.000.010º aniversário da Arte na Neue Galerie em Aachen, cidade independente da Alemanha.


Neste ano, o grupo Ars Acustica da UER (União Europeia de Rádios) em colaboração com 25 rádios européias, promove entre as 19h e as 24h, shows que se realizarão nas respectivas cidades, sede das rádios participantes.


Em Portugal, a RTP Antena 2 associa-se a esta iniciativa para transmitir o espectáculo de Miguel AzguimeItinerário do Sal", recentemente premiado no concurso Music Theatre NOW Berlin e que constitui assim o presente português para este Aniversário da Arte. A Ópera Electroacústica/Multimédia - Miso Ensemble - ITINERÁRIO DO SAL será apresentada às 21h30 a partir do Instituto Franco-Português na Avenida Luís Bívar, 91 em Lisboa. Os bilhetes custam 7€ e 5€ até 30 anos e as reservas podem ser feitas pelo e-mail misoensemble@misoensemble.com ou pelo telefone 214575068. "


Ficha Técnica do espetáculo:

Miguel Azguime - concepção, performer, composição e textos

Paula Azguime - concepção, desenho de som e electrónica em tempo real, encenação e vídeo

Perseu Mandillo - realização vídeo e vídeo em tempo real

André Bartetzki - programação vídeo


Apoios:

Direcção Geral das Artes/ Ministério da Cultura, Instituto Camões, DAAD Berliner, Künstlerprogramm & TU-Studio Technische Universität Berlin, Centro Cultural de Belém, Instituto Franco-Português

Mais informações sobre o ITINERÀRIO DO SAL

http://www.misoensemble.com/ingles/concertproposal/electroacousticopera.html


Assista ao vídeo do espetáculo: http://www.misoensemble.com/media/videos/frames/video_frame_IS.html


Histórico da comemoração

Dez anos após afirmar que a Arte teria nascido exactamente há 1 milhão de anos atrás quando alguém deixou cair uma esponja seca dentro de um balde de água, Robert Filliou celebrou o 1.000.010º aniversário da Arte na Neue Galerie em Aachen (Alemanha).

Após a morte de Filliou em 1987 e dentro do espírito do seu conceito "The Eternal Network" (a Rede Eterna) ou de "La Fête Permanente" (A Festa em Permanência), diversos artistas começaram também a celebrar o Art's Birthday através de arte postal, arte por fax, etc. Estas festas de aniversário tiveram lugar em várias cidades um pouco por todo o mundo; aos artistas era pedido que contribuissem com presentes para a Arte - obras que pudessem ser partilhadas através de uma rede.

A Festa do Art's Birthday nunca se tratou de um evento formal mas foi sempre planeada numa lógica ad hoc através de uma rede. Cada local participante (e são diferentes a cada ano) organiza a sua própria festa - desde a reunião de alguns amigos num estúdio privado a uma noite de performance num museu, numa galeria ou numa estação radiofónica. A única condição é a de que cada grupo tenha a capacidade de enviar e de receber presentes de aniversário para a Arte. A partir de 1994 esta premissa passou a significar alguma forma de utilização da Internet.No espírito do humor típico do movimento artístico dos anos 60 - Fluxus - sobre o que é o divertimento sério ou o sério divertimento (serious fun), a criação do Art's Birthday por Filliou, é maravilhosamente absurda e humorística. Assim a festa de aniversário global pela Arte tem sido sempre um evento divertido, ao mesmo tempo que presta o seu tributo ao sonho de Robert Filliou em criar uma "Eternal Network".


O Grupo Miso Esemble

O Miso Ensemble é um duo de flauta e percussão com electrónica em tempo real. Fundado em 1985 pelo percussionista e compositor Miguel Azguime e pela flautista e compositora Paula Azguime, tem construido um percurso singular que se evidencia pela originalidade dos programas apresentados em concerto e pela diversidade das obras criadas para o duo que reflectem uma abordagem que assenta na tripla vertente dos seus membros (compositores/instrumentistas/improvisadores).

Tem assim o Miso Ensemble afirmado desde a sua criação uma nova forma de fazer e pensar a música, onde composição e improvisação são os meios utilizados para criar obras musicais distintas e onde a utilização da informática musical em tempo real como complemento e extensão dos instrumentos acústicos tem dado lugar a um trabalho pioneiro de investigação e criação no campo da música electrónica.

Paula e Miguel Azguime têm sido distinguidos com diversos prémios de interpretação e de composição e várias encomendas têm lhes sido feitas por instituições publicas e privadas, nacionais e internacionais, para o Miso Ensemble e para as mais variadas formações.

Para além da sua actividade como músicos têm desenvolvido desde 1992 um intenso trabalho de divulgação da música contemporânea e dos compositores portugueses na qualidade de directores do Festival Internacional Música Viva, e mais recentemente como fundadores do Centro On-line de Informação da Música Portuguesa Contemporânea.

Além de terem alargado substancialmente o repertório para flauta e percussão, as obras colectivas de Paula e Miguel Azguime estendem-se também à música para o cinema, teatro e dança, bem como à criação de instalações sonoras para exposições de arquitectura, pintura e escultura.

Paralelamente Miguel Azguime desenvolve uma prolífica actividade de compositor no sentido clássico do termo, criando obras para as mais diversas formações instrumentais e/ou vocais. Ao longo de 18 anos de existência com uma intensa actuação em Portugal e mais de 400 concertos realizados, o Miso Ensemble tem-se apresentado regularmente em vários países da Europa e também no continente Asiático.

O Miso Ensemble é hoje amplamente reconhecido pela crítica e pelo público como um dos mais importantes agrupamentos portugueses de música contemporânea e declaradamente considerado como o mais original, o mais criativo e o mais inovador.

Festival da Luz em Goiânia

Last Fm

Teca Galvão recomenou e eu assino em baixo, para aqueles que gostam de navegar ouvindo uma seleção musical personalizada sem precisar perder tempo montando playlist, o site www.lastfm.com.

É só acessar, escolher o primeiro artista e aproveitar a seleção.

Pilar de Goiás, do século XVIII ao XXI

Artigo escrito por Marco Antônio Galvão

Marco Antonio de Faria Galvão, natural de São Paulo/SP, formou-se em arquitetura pela Universidade de Brasília em 1972. Arquiteto aposentado do Iphan, atualmente exerce a função de Coordenador Técnico do “Programa Monumenta”, do Ministério da Cultura. Coordenou a elaboração dos “Dossiês” para Patrimônio Mundial de Goiás-GO e São Cristóvão-SE e dedica-se também a fotografia

Recebendo um convite para inauguração da obra de restauro da Capela de Nossa Senhora das Mercês, em Pilar de Goyaz, resolvemos retornar ao “arraial” onde morou por alguns anos, Pedro Taques, autor da “Nobiliarquia Paulistana”.

De Brasília a Pilar um dos percursos cruza Pirenopolis e Jaraguá, ambas também com sua origem no século XVIII, quando os reflexos do ouro povoavam a mente bandeirante.

E, desde o século XIX é conhecido o adágio: “É vezo corrente apontarem-se as seguintes cousas notáveis de Goyaz – Torres de Luzia, Sinos de Pilar, Cadeia de Trahiras e Feitiço de Crixás.”

As Torres de Luzia já não existem mais na atual Luziânia, hoje entorno de Brasília demolida que foi em 1928, sua Igreja Matriz.

Da Cadeia de Trahiras, nas proximidades de Niquelandia, sobraram umas poucas ruínas e um magnífico desenho do botânico Willian John Burchell, datado de 1825.

Do Feitiço de Crixás, terrível briga entre dois feiticeiros, um de Crixás e outro de Pilar, nem é bom falar.

E assim, voltemos a Pilar e seus famosos sinos. Montados em elegante torre sineira, toda de aroeira, resistem aos séculos e a incúria dos homens.

Muita coisa foi destruída neste arraial que pouco a pouco vai se descaracterizando, apesar de protegido pelas leis do Patrimônio Histórico.

A lenda informa que na fundição destes sinos gastaram-se cem quilos de ouro. Por isto é um espanto ainda estarem em seu lugar. Mesmo que uma analise metalografica feita em 1988, em dois sinos de Pirenopolis, não tenha detectado nenhum percentual deste metal.

Mas, outras riquezas persistem em Pilar. Únicas. A Capela das Mercês, agora restaurada, a Matriz detentora de belíssima talha, a preciosa Casa de Câmara e Cadeia e três primorosas edificações residenciais.

Uma delas em enxaimel, técnica construtiva européia, comum no sul do Brasil, mas raríssima no centro-oeste, principalmente no século XVIII.

As outras duas, possuem belíssimas rotulas em todas as janelas que dão para a rua. Uma pertence ao Iphan e abriga pequeno Museu com curioso acervo. Entre as peças um jacá revestido de barro, utilizado para guarda de cereais. A taipa de sopapo aplicada em objeto de domestico uso.

A outra edificação, conhecida por casa de Dona Otilia, hoje pertence à Diocese. Perdeu o uso residencial, mas mantém suas treliças nas janelas e jabuticabeiras no quintal.

Hoje, o núcleo urbano não tem mais as características de um antigo arraial do ciclo do ouro e que haviam sido mantidas a relativamente pouco tempo. Este fato podem atestar as fotos da década de 60 do século passado, existentes na excelente tese do arquiteto Elvin Mackay Dubugras, aliás, descendente de Victor Dubugras.

Ao asfalto e ao progresso, sucumbiram o rústico calçamento de pedras e outros significativos edifícios.

Mas, o que restou vale a visita daqueles interessados na arquitetura e no modo de vida de nossos antepassados no sertão de Goyaz, século XVIII à dentro.

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Charge - Almeida (Marcus Vinas)

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